terça-feira, 19 de dezembro de 2006

A conquista do mundo continua


Hey ho, galera!

Estou aqui de novo, depois de mais um longo período sem postar. Acho que "todo mundo" já se acostumou, não é? Mas eu não pretendo me desculpar desta vez. Já fiz isto antes e não vou fazer de novo. Ao invés disto, vamos direto ao assunto.

Nas últimas duas semanas eu não estive em Fortaleza. Minha posição geográfica mudou drasticamente e minha localização passou a ser Brasília. Sim, caros amigos: depois da conquista do Ceará, passei agora para a capital do país. Brasília, onde as decisões são tomadas e onde os escândalos têm início. Enfim, estou no Distrito Federal. Claro que não é definitivo, pois trata-se de uma viagem de trabalho. Na verdade, enquanto estou lhes escrevendo isto, estamos no horário do almoço da terça-feira, e meu vôo de volta para a capital do Ceará sairá logo mais à noite.

Exato! Eu disse vôo, e vôo lembra avião. Pela primeira vez em minha pobre e humilde vida de interiorano, eu pude realizar o sonho de Ícaro. Tem muita gente que morre de medo de avião e tal, mas eu particularmente estava tranqüilo. Caso não saibam, estatisticamente falando, o avião é o meio de transporte mais seguro que há, depois do elevador. Enfim, chegamos ao aeroporto de Fortaleza, eu e meu companheiro de serviço, para pegar o vôo. Antes de qualquer coisa, para aqueles que não conhecem, aeroporto e avião não são essas coisas todas que se vê nos filmes. O horário é que foi impiedoso: duas e meia da madruga. Eu nem cheguei a dormir antes da viagem. Não, eu não estava ansioso, mas não valia a pena acordar no meio da noite e interromper um bom sono pra tomar um banho gelado e sair pro aeroporto. Além disso, a comida de avião não é nem um pouco parecida com o que se imagina, e antes que me perguntem, não, não servem aquelas garrafinhas de bebida do primeiro episódio do Lost. No máximo uma barra de cereal e uma Coca-cola. As aeromoças também não são tão gostosas assim. Apenas escapam. Talvez na primeira classe o negócio seja mais decente, mas aí não posso mais opinar.

A decolagem foi tranqüila e a experiência foi... interessante. Pode-se perceber nitidamente o momento em que as turbinas entram em ação para a decolagem. Observei tudo pela janela e, depois da decolagem, fiquei ouvindo as estações do avião e acabei pegando no sono. Quando acordei o sol já estava nascendo. É uma bela visão quando se está acima das nuvens. Pequenas turbulências são normais e você logo se acostuma. É como se estivesse num ônibus numa estrada ruim. Já o pouso é ainda mais tranqüilo que a decolagem, na minha opinião. Assim, cá chegamos em Brasília.


Cidade bela esta. Muito arborizada. Muito arborizada mesmo, eu diria. Não se vê metro quadrado sem alguma coisa verde, e faz um frio que nem se imagina. Pra mim foi um pouco difícil, já que lá em Limoeiro do Norte fazem 40 graus na sombra, mas acho que acabei me adaptando ao ambiente. Além disso, as casas, ruas, praças e construções em geral são muito espaçadas entre si. Torna-se inviável se deslocar dentro da cidade se não for de carro. E falando em construções, acabei conhecendo alguns dos pontos mais importantes da cidade, entre eles a Ponte JK (na foto lá em cima), o Palácio do Planalto, e também aquele prédio com os dois enormes pratos. Até hoje eu não sei por que um deles está virado...


Ficamos hospedados em um hotel durante as duas semanas. Mais uma vez, nada disso que a gente vê nos filmes. Sem TV a cabo, sem internet nos quartos e nem ao menos um bom restaurante. Claro, o hotel não era mesmo nenhum desses 5 estrelas, e eu também não me importei nem um pouco com isso. Sou do interior, e pra mim pouco já é mais que o suficiente. As deficiências foram supridas pelas horas de entretenimento nas partidas um contra um de Age of Empires, as quais perdi todas, devo acresentar com certa contrariedade. No fim, acho que o General Savius é um melhor estrategista que eu, mas também deve-se considerar que minhas táticas melhoraram muito durante nossos confrontos. Acredito que, com um pouco mais de tempo, eu poderia ter invertido nossas posições. Quem sabe?


E falando em games, dei a mim mesmo um belo presente de Natal. Um PlayStation. Não! Não o PlayStation 3! O PlayStation 2 mesmo. Tá louco?!? Com 7 mil reais eu poderia comprar um computador "cool" e mais um monte de coisas. E mesmo assim, eu não tenho 7 mil reais, o que por si só já torna o procedimento todo inviável. Mas voltando ao assunto, aqui em Brasília tem uma feira que é o paraíso do 13
° salário. Tudo sem imposto, sem nota fiscal, contrabandeado do Paraguai, a coisa mais linda. Não pude resistir à pechincha e adquiri meu PS2 no ato. Claro que o que fiz foi errado. Na verdade, estou muito arrependido pelo meu ato e peço a todos os que estão lendo este blog que, encarecidamente, não comprem produtos em feiras deste tipo. Nosso país e a carga tributária agradecem.

E, depois destas duas semanas movimentadas, chegamos ao dia de hoje. Terça-feira, 19 de Dezembro de 2006. Já estou morrendo de vontade de voltar pra Fortaleza o mais rápido possível, pois o mais tardar na Sexta-feira estarei em Limoeiro para os feriados do Natal e Ano Novo. Rever os amigos, dormir na minha cama e dar uma abraço na minha mãe, não necessariamente nesta ordem. Eu sinto que este ano vai terminar muito bem.

2 comentários:

Anônimo disse...

No comprendo. Me no hablo espanol

Marcelo disse...

Nem eu!