terça-feira, 17 de junho de 2008

Terminei: Kingdom Hearts 1 e 2 [PS2]

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Este texto não tem a intenção de ser um review totalmente embasado e útil para aqueles que buscam informações sobre o título ou aspectos técnicos do mesmo. Trata-se apenas de um texto de opinião, por vezes passional, e que pouco valor agrega à este blog ou mesmo à rede mundial de desocupados.
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Este último final de semana eu terminei uma das séries mais consagradas do meu bom e velho PlayStation 2. Kingdom Hearts é um daqueles jogos que exigem que o jogador esqueça que já é maior de idade e se abstraia de conceitos previamente definidos. A idéia é muito simples: una a
Square-Enix e a Walt Disney em uma história profunda, com personagens complexos e bem construídos: temos, então, um RPG de ação com jogabilidade intuitiva, direção de arte competente e referências mil tanto aos games da série Final Fantasy como ao universo Disney.

Confesso que quando joguei KH1 pela primeira vez eu estranhei muito. O jogo tem uma introdução lenta e confusa, apesar de já dar uma amostra do que está por vir. A impressão que dá é que o jogo quer conhecer você, através de algumas perguntas objetivas e escolhas simples. Já nas primeiras batalhas eu senti que alguma coisa não ia muito bem. O sistema de combate é travado e leva algum tempo para se acostumar com o lance de menus associados com ações em tempo real, já que o jogo não é por turnos. Não quero dizer que o sistema de combate é ruim, mas que é uma barreira para os iniciantes no título. A câmera confusa e o controle dos saltos do personagem são outros dois fatores que diminuem consideravelmente o conceito geral do jogo.

Então o jogo é ruim? NÃO! Pelo contrário, é um grande jogo. Após uma hora (ou pouco mais que isso) todos estes defeitos começam a sumir e os primeiros personagens da Disney começam a se encaixar na história. Inicialmente o personagem principal, Sora, e a trupe do castelo do Rei Mickey não demostram relação nenhuma, sendo apenas duas histórias que se desenvolvem paralelamente, mas alguns eventos (que eu prefiro não contar aqui, para não estragar nenhuma surpresa) acabam separando Sora de seus amigos Riku e Kairi e o juntando à Donald e Pateta numa jornada ao longo dos mundos de Alladin, A Pequena Sereia, Hércules, Pinóquio, Tarzan, dentre outros. A viagem de mundo em mundo é feita através de um minigame de naves que lembra muito os clássicos Shoot 'em Ups, com a diferença de que aqui os gráficos são 3D e um pouco psicodélicos. Você também tem liberdade para montar sua própria nave e melhorá-la ao longo do jogo para tornar sua travessia entre os mundos mais "tranqüila".

Cada mundo possui sua própria história dentro da história principal e Sora, Donald e Pateta interagem diretamente com estes eventos. Os personagens da Square também têm fundamental importância dentro do jogo. Squall (de FFVIII) mudou de nome e aparece com um visual diferente, mas definitivamente está lá, assim como Cloud , Aerith, Yuffie, Cid (todos de FFVII), Tidus e Wakka (FFX), dentre muitos outros. É possível até mesmo disputar num torneio secreto contra o maior dos vilões da série FF: Sephiroth!


Em Kingdom Hearts II a experiência é expandida. Mais personagens de ambos os lados e novos mundos (dentre os quais temos as savanas de O Rei Leão e os mares bravios de Piratas do Caribe). Além disso, o sistema de combate é mais rápido e eficiente, a câmera foi totalmente corrigida e não temos mais problemas com saltos desajeitados. Os minigames de nave ainda são usados para abrir as rotas para os novos mundos, mas aqui eles receberam um tratamento especial. As ferramentas de personalização te dão muito mais opções para a criação e edição da sua nave e você pode até mesmo criar naves menores para te dar suporte durante o combate.

Na continuação, a história tem início muitos anos depois do fim do primeiro jogo (ou pelo menos assim dá-se a entender) e a ação começa na pele do personagem Roxas, que revela uma misteriosa conexão com Sora. O jogo te prende ainda mais que o anterior, passando aquele sentimento de "o que vai acontecer a seguir" que te impede de desligar o videogame. Resumindo, a seqüência perfeita para o jogo perfeito, e afirmo: não dá pra jogar só o primeiro. Os dois se completam de uma forma magistral.

Encerrando, só queria falar das animações de abertura e encerramento de ambos os jogos. Trabalho maravilhoso da veterana Square-Enix em CG e com uma trilha sonora primorosa. Assista a abertura de KH1 aqui e a de KH2 aqui e me diga se não estou falando a verdade.

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